Dinheiro dado aos bancos compraria 1,2 bilhão de respiradores da USP

18/05/2020

Foto: Reprodução da Internet

 

Logo que a pandemia de coronavírus foi entendida como uma crise no Brasil, o banqueiro Paulo Guedes, que hoje ocupa o cargo de Ministro da Economia no governo Bolsonaro, anunciou a entrega de R$1,216 trilhão de dinheiro público para os bancos. O valor representa mais de 16,7% de todo o Produto Interno Bruto do Brasil e seria suficiente para comprar mais de 1,2 bilhão de respiradores anunciados pela USP - Universidade de São Paulo, ao custo unitário de R$1 mil e anunciado recentemente pelo professor Raúl González Lima da Escola Politécnica.

 

 

Para efeito de comparação e que o leitor tenha uma noção do que representa essa cifra, o valor representa a capacidade de comprar 6 unidades dos respiradores para cada brasileiro, ou mesmo uma renda básica de R$2 mil reais para todos os brasileiros por 3 meses. Esse valor ainda deve ser multiplicado ao ser emprestado pelos bancos a juros para os trabalhadores brasileiros, que se encontram em grave crise econômica, enfrentando altas taxas de desemprego e, em sua maioria, aumentando suas dívidas. Mesmo sem representar grande relevância para o setor produtivo brasileiro, o lucro dos quatro maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil Itaú, Santander e Caixa) bateu recorde e somou R$81,5 bilhões em 2019, alta de 18% em relação a 2018, e ao que tudo indica deve lucrar ainda mais em 2020, após o aporte trilionário feito pelo governo Bolsonaro.

 

 

As cifras liberadas para os banqueiros contrasta com a resistência do governo brasileiro para aumentar investimentos no SUS - Sistema Único de Saúde, com recursos congelados pela emenda constitucional do "Teto de Gastos", ou valorização dos profissionais de saúde que estão morrendo na linha de frente do combate à pandemia. Em coletiva realizada no Palácio do Planalto no último dia 15 de maio, o banqueiro Paulo Guedes afirmou que médicos, enfermeiros e outros servidores estão querendo "assaltar" o Brasil. O alto valor também contrasta com a proposta do governo de oferecer uma renda básica de apenas R$200 para um número reduzido de trabalhadores pobres mais afetados pela crise econômica. O valor foi ajustado para R$600 após passar pelo Congresso Nacional, mas está sendo distribuído pelo governo de forma parcelada e com vasto número de denúncias de trabalhadores sem conseguir acessá-lo devido a burocracia excessiva. O setor responsável pela distribuição dessa ajuda para os trabalhadores são os bancos.

 

 

 

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