Ameaça nazifascista ao PSOL Niterói é ataque à democracia e direitos humanos

 

Um grupo que se reivindica da extrema direita ultraconservadora organizada em Niterói e que fala em nome de uma “supremacia branca” segregacionista ameaçou incendiar a sede do PSOL Niterói e incitar o ódio aos nossos militantes, dirigentes e parlamentares. O grupo de orientação nazifascista exige, sob pena de tais represálias, a retirada das candidaturas do PSOL-Niterói para as eleições municipais de 2020 e que o partido pare de criticar o governo Bolsonaro. A ameaça foi feita por meio de um texto apócrifo de 55 páginas de teor eugenista, xenófobo, anticomunista, racista, antissemita, islamofóbico, contra indígenas, nordestinos e nortistas, capacitista, machista e LGBTfóbico. O documento foi arremessado, na noite da quarta-feira (19/02), para dentro da sede do partido, onde era realizada uma reunião.

 

O PSOL Niterói, por meio de seus dirigentes, mandatos parlamentares e militantes, não vai recuar de seu compromisso com a democracia, com as lutas populares e com o combate às opressões, ao autoritarismo, à retirada de direitos sociais e à velha política, assim como de modo algum deixará de participar das eleições de 2020. Tomaremos as medidas protetivas necessárias para garantir a nossa permanência e o nosso avanço nas lutas. Nesse sentido, o deputado Flavio Serafini, a deputada federal Talíria Petrone e o presidente do partido, Thiago Melo, foram à 77ªDP (Icaraí) formalizar, nesta quinta-feira (20/02), o registro policial que caracterizou os crimes de ameaça, injúria e preconceito de raça, etnia, religião ou procedência nacional.

 

Entregamos às autoridades filmagens que irão colaborar para a devida responsabilização dos envolvidos. O documento anônimo que foi entregue à Polícia não será divulgado porque não pretendemos contribuir com a propagação de ideias tão repugnantes. O PSOL manifesta a sua gratidão às entidades de classe e partidos de esquerda que têm expressado a sua solidariedade e apoio.

 

Em um discurso de ódio auto-denunciatório da lógica violenta que pauta os seus autores, a capa do material foi ilustrada com uma imagem distorcida e demonizada de Marielle Franco, vereadora do PSOL Rio de Janeiro assassinada em atentado a tiros em 14 de março de 2018, com os dizeres: “Marielle ausente. Comunista bom é comunista morto. Um ultimato ao PSOL”. Repudiamos a grave ofensa à memória de nossa companheira e todos os ataques preconceituosos contidos no documento. Reforçamos o nosso compromisso em manter vivas as bandeiras de Marielle e a luta em defesa dos explorados e oprimidos.

 

Essa não foi a primeira ameaça dirigida ao PSOL Niterói. Em dezembro, uma carta de uma página, também entregue durante um curso de formação política, já trazia as mesmas ameaças. No final de 2017, um seguidor de um parlamentar da extrema direita ameaçou jogar uma bomba na sede do PSOL em represália à atuação da vereadora Talíria Petrone na Câmara no combate às opressões. Essas tentativas de intimidação só reforçam ainda mais o nosso compromisso partidário com o combate às forças retrógradas e reacionárias. Numa demonstração de sua imensurável ignorância, o grupo promete, por exemplo, “limpar” a universidade pública de “esquerdistas disfarçados de professores”. Essa célula ultraconservadora defende ainda um repulsivo programa de purificação racial. Sob a pretensa alegação de que a miscigenação seria causa de “deficiências”, propõe o embranquecimento do país a partir da matriz genética branca do Sul do país e ofende o povo nordestino e, em especial, o baiano ao afirmar que a capital Salvador “é suja e fede a lixo” e que isso ocorreria por causa de sua origem negra.

 

O Partido Socialismo e Liberdade vai se manter firme no seu propósito político de lutar em defesa de um modelo de cidade do bem viver, da democracia, da liberdade de expressão, da diversidade, da acessibilidade, dos direitos humanos e da superação das desigualdades de classe, raça e gênero e de todas as formas de opressão. Nossa luta é construída justamente junto dos negros e negras, da população da favela e da periferia, dos indígenas, nordestinos, imigrantes, mulheres, LGBTs, pessoas com deficiência e todas aquelas e aqueles que o projeto supremacista, eugenista e segregacionista discrimina e cujas vidas tenta destruir.

 

Vamos participar, sim, das próximas eleições municipais, com ímpeto e entusiasmo, para disputar um governo capaz de derrotar o atraso e os retrocessos na construção de uma democracia de fato na nossa cidade, no estado e no país. E vamos participar de todas as lutas populares nas ruas, como nos atos em defesa da Petrobrás e nos próximos 8M (Mulheres), 14M (Marielle Vive) e 18M (Greve Geral da Educação). Não nos faltará a coragem para lutar! Não nos calarão e nenhum passo daremos atrás!

 

 

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