Solidariedade à Talíria pelo abuso policial sofrido no primeiro dia de campanha

17/08/2018

 

Neste primeiro dia da campanha eleitoral de 2018, quinta-feira (16/8), no Rio de Janeiro, não foi possível o livre e democrático exercício da política. Numa ação violenta e arbitrária, nesta manhã, um policial militar empunhou uma arma contra a vereadora e candidata do PSOL à deputada federal Talíria Petrone, que seguia na barca de Niterói para o Rio, com materiais de campanha, junto de quatro militantes do partido.

 

Dentro da barca, Talíria tentava tirar uma selfie com o seu grupo, quando foi abordada violentamente pelo PM. Ele tomou o seu celular e apreendeu os seus documentos pessoais, além dos materiais. Os documentos de um assessor do Ministério Público também foram retidos. Um jornalista do Jornal do Brasil que estava na barca e testemunhou e filmou a cena teve a sua carteira e os equipamentos também apreendidos.

O PM, apoiado por um agente da Operação Centro Presente, apreendeu os materiais e ainda agrediu e jogou no chão um jovem que tentou reclamar da atitude do policial, sacando uma arma de fogo em seguida. Preocupada, Talíria chegou a alertar que “arma mata”. O PM retrucou: “Ideologia mata mais”. Além de jogado no chão, o jovem que reclamou da  atitude do PM foi detido, acusado de desacato e conduzido à 4ª DP (Central do Brasil). Talíria e demais militantes seguiram para a delegacia, onde testemunharam em defesa do rapaz e contra o PM.

 

O PSOL em momento algum desrespeitou a proibição legal de panfletagem dentro da barca. Os materiais seriam distribuídos mais tarde, na caminhada de abertura das campanhas do PSOL, com ponto de partida na Praça Mauá e destino no Buraco do Lume, na Carioca. Tanto não se cometeu nenhuma irregularidade que todo o material foi devolvido após passagem pela delegacia. E também é importante destacar que não compete à Polícia Militar a fiscalização de eleições.

 

O PSOL se solidariza com Talíria e os militantes de sua campanha, repudia essa grave manifestação de autoritarismo e de cerceamento de direitos políticos e também denuncia esse episódio como sinal ameaçador destes tempos em que se observa a ocorrência de inúmeras manifestações do ódio e do conservadorismo de ultradireita no Rio de Janeiro e no nosso país.

 

Nosso partido reivindica o fornecimento pela CCR Barcas das imagens produzidas pela câmera interna da embarcação, a rigorosa apuração dos fatos, a responsabilização do PM e a devida autocrítica por parte da Polícia Militar em relação a esse lamentável episódio.

 

Executiva Municipal do PSOL Niterói

16 de agosto de 2018

 

 

Confira o vídeo do abuso policial:

 

 

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