Contra guerra às drogas, Marcha da Maconha Niterói vai às ruas dia 30 de junho

15/05/2018

(Marcha da Maconha Niterói 2014 | Foto: Andrew Costa)

 

Quantos mais tem que morrer pra essa guerra acabar? Recordando Marielle Franco, a 7ª edição da Marcha da Maconha Niterói vai tomar as ruas do Centro no dia 30 de junho (sábado), com concentração no Terminal de Ônibus João Goulart a partir das 14:20h, saída às 16:20h e encerrando a manifestação com atividades culturais na tradicional praça da Cantareira.

Presença confirmada todas as vezes que a Marcha da Maconha Niterói foi às ruas até hoje, o bloco Planta na Mente está mais uma vez confirmado para agitar as músicas e palavras de ordem no ato. Para acompanhar as novidades do movimento você pode curtir a página da Marcha da Maconha Niterói nas redes sociais e confirmar presença na marcha desse ano.

 

 

Confira o manifesto da Marcha da Maconha Niterói 2018:

 

Quantos mais tem que morrer pra essa guerra acabar? - Todos os anos, no mês de maio, conhecido como maio verde, acontecem mobilizações em diversas cidades do mundo por uma transformação na política de drogas. Essas mobilizações ficaram conhecidas no Brasil como “Marcha da Maconha”. Em Niterói, vamos parar a cidade no dia 26/05 e marchar contra toda essa política de guerra às drogas fracassada e internação forçada. A juventude negra que mora nas favelas e periferias é exterminada ou encarcerada. São milhares de presos e outros milhares que estão mortos. Enquanto isso, os grandes traficantes vivem livres com seus helicópteros cheios de cocaína e seus ternos engravatados.

 

A proibição também tem impactos específicos na vida de mulheres, muitas perdem seus filhos e companheiros nesses conflitos. Além disso, o crime de tráfico de drogas é, hoje, o que mais encarcera mulheres. Nos últimos anos, temos observado também o retorno dos manicômios disfarçados nas Comunidades Terapêuticas, instituições de cunho religiosos presentes em todos os estados brasileiros onde pessoas são internadas e sofrem diversas violações de seus direitos fundamentais. No estado do Rio de Janeiro, a população experimenta a naturalização dessa violência de forma muito cruel. Armamentos de guerra como fuzis de grosso calibre, carros blindados e, mais recentemente, até helicóptero blindado integram a paisagem das cidades.

 

Frequentemente, a mídia elege um “inimigo público” diferente. Já foi Marcinho VP, Nem, Beira-mar, Matemático e tantos outros. A prisão de cada um deles não se refletiu numa diminuição da demanda pelas drogas e a escalada de violência não parou de crescer. A entrada em cena, nas últimas décadas, das milícias só fez piorar o cenário. Agora facções criminosas, grupos paramilitares e o Estado se enfrentam numa guerra que, em 50 anos de proibição, não apresentou nenhum resultado.

 

A legalização que queremos precisa vir acompanhada de medidas sociais de reparação a quem sempre foi violentado por essa política. Para lutar contra toda essa barbárie instaurada em nossa sociedade, nós, do coletivo organizador da Marcha da Maconha Niterói, sabemos que é necessário ocupar as ruas e denunciar o fracasso da guerra às drogas. Como guerras são feitas contra pessoas e não contra coisas, sabemos que ela é, na verdade, uma guerra aos pobres.

 

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