50 dias sem Marielle e o estupro corretivo

03/05/2018

Tomamos conhecimento ontem (2) pelo jornal local, O Fluminense, que uma menina de 22 anos foi estuprada em Niterói, pelas redondezas da UFF/Cantareira, local que muitas estudantes frequentam. No momento do estupro o agressor teria dito: “Agora você vai aprender a gostar de homem”. Várias mulheres se reuniram no final da tarde para organizar um ato contra a violência que nós, mulheres LBTs sofremos todos os dias. Esse caso de estupro corretivo não é um caso isolado, é muito mais frequente do que muitos imaginam. Os machistas ficam indignados pela nossa orientação sexual e querem corrigir violentando a nossa liberdade de Ser e amar.

 

TODAS nós LBTs passamos por situações de violência, TODAS. Entendendo isso, a vereadora Marielle Franco propôs um projeto de lei para instituir o dia da Visibilidade Lésbica apresentado no ano passado. Infelizmente não passou por 2 votos. Contudo, nunca nenhum projeto dessa natureza chegou tão perto. Concordamos que já tinha sido uma vitória e que mais um passo contra o machismo foi dado. No ano seguinte este mesmo projeto voltaria a plenário e mobilizaríamos mais e mais pessoas. Chegamos aqui.

 

Ontem foi votado na Câmara Municipal do Rio alguns projetos da Marielle. Mais uma vez a bancada evangélica deu um jeito de adiar o projeto que institui o Dia de Luta contra a Homofobia, Lesbofobia, Bifobia e Transfobia (PL 72/2017). Este foi o único dos seis projetos da Mandata que foi retirado de pauta e não é por acaso. Essa invisibilidade é violenta, direcionada a todo conjunto da sociedade que entende a urgência das ferramentas de proteção e de reivindicação e destaque para a luta contra a violência impostas as mulheres. Temos urgência e não vão nos calar.

 

Hoje completamos 50 dias sem a Marielle, sem respostas, sem culpados. Aqueles que querem nos tirar do caminho, não aceitam a nossa existência e querem nos calar, não vão conseguir. Nossas vozes vão ecoar mais e mais e seguiremos juntas. Quero agradecer a coragem que esta menina teve em denunciar mesmo depois de toda a violência que passou e não se calou. É através dessas denuncias que ganhamos força e voz. Ela não está sozinha. Mexeu com uma, mexeu com todas!
 

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