Boliviano Oscar Oliveira discute direito à água em debate na UFF

16/03/2017

Liderança popular da "Guerra da Água" na Bolívia em 2000, Oscar Oliveira estará na UFF esta segunda (20) às 18:30h no Auditório da Geografia (Campus Praia Vermelha) em debate sobre "Água: direito de todos ou mercadoria?". Logo após, coquetel de lançamento do livro "Crise Hídrica em Debate" com distribuição de exemplares.


Recentemente a Alerj presenciou cenas de guerra civil durante os dias de votação da privatização do sistema de água carioca. Essa guerra em defesa da água enquanto direito humano, entretanto, não é nova na América Latina. Em 2000, na Bolívia, a tentativa de privatização da água gerou uma verdadeira guerra da população contra o governo. Com quatro meses de intensas revoltas populares, a privatização do sistema municipal de água de Cochabamba foi revogado.

 

No Rio de Janeiro, acabamos de assistir à privatização da Cedae por uma Alerj cercada pela Polícia Militar e pela Força Nacional. Em Niterói, o serviço está nas mãos da concessionária Águas de Niterói há 17 anos e a população mais pobre convive com problemas de abastecimento e despejos de esgoto in natura. 

Nesse sentido, o professor Carlos Walter da UFF, o deputado estadual Flavio Serafini, a vereadora Talíria Petrone e o vereador Renato Cinco trazem para o Brasil o convidado internacional Oscar Oliveira para compartilhar a experiência boliviana de resistência em defesa da água na cidade de Cochabamba.

A crise hídrica no Brasil e a experiência da guerra da água na Bolívia estarão em diálogo e todas e todos estão convidados a participar do debate!



A Guerra da Água (Bolívia/2000)

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A guerra da água da Bolívia, também conhecida como guerra da água de Cochabamba, designa uma revolta popular que ocorreu em Cochabamba, a terceira maior cidade do país, entre janeiro e abril de 2000, contra a privatização do sistema municipal de gestão da água, depois que as tarifas cobradas pela empresa Aguas del Tunari (filial do grupo norte-americano Bechtel) dobraram.

 

Em 8 de abril, o presidente Hugo Banzer declarou estado de sítio. Os líderes do movimento foram presos e várias estações de rádio foram fechadas. O ciclo de protestos foi concluído em 20 de abril, quando, cedendo à pressão popular, o governo acabou por desistir da privatização, anulando o contrato de concessão de serviço público, firmado com a Bechtel, que deveria viger por quarenta anos.

 

Em consequência, a prefeitura retomou o controle da água, e a lei 2029, que previa a privatização das águas do país, foi revogada. Segundo a revista The Ecologist, em 2000, o Banco Mundial havia declarado que não renovaria um empréstimo de 25 milhões de dólares à Bolívia se o país não privatizasse seu serviço de abastecimento de água.
 

Fonte: Wikipedia - Enciclopédia Livre e Colaborativa

 

 

"A Guerra da Água" | Documentário de Carlos Prozato

 

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ORGANIZAÇÃO: 

Talíria Petrone - Vereadora (PSOL Niterói) e Presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos, da criança e adolescente da Câmara Municipal 

Carlos Walter Porto-Gonçalves - Professor da UFF e Coordenador do LEMTO - Laboratório de Estudos de Movimentos Sociais e Territorialidades 

Flavio Serafini - Deputado Estadual (PSOL), presidiu a Comissão Especial da Baía de Guanabara e foi membro da CPI da Crise Hídrica na ALERJ

Renato Cinco - Vereador (PSOL RJ) e Presidente da Comissão Especial sobre Direito à Água.

Data: Segunda dia 20/3, 18:30h.
Local: Auditório da Geografia da UFF (Campus Praia Vermelha, Rua R. Passo da Pátria, 152-470 - São Domingos, Niterói - RJ, 24210-240)


 

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