Campanha reivindica Talíria na Comissão de Direitos Humanos em Niterói

13/02/2017

 

Contra ameaça conservadora, movimentos realizam campanha por Talíria Petrone na presidência da Comissão de Direitos Humanos de Niterói. Talíria é a única mulher na Câmara Municipal de Niterói e a vereadora mais votada das últimas eleições.

Por seu histórico de luta na pauta e legitimidade para o cargo, o nome de Talíria foi reivindicado em ato realizado nas escadarias da Câmara no dia 7 de fevereiro. A manifestação contou com a presença de movimentos sociais como o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), Projeto Moleque, Justiça Global, Instituto de Defensores de Direitos Humanos - DDH, Sepe Niterói, UNE - União Nacional dos Estudantes, UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, RUA - Juventude Anticapitalista, UJC Niterói, UJS Niterói, além de movimentos de mulheres, de LGBTs e de negros.

Professora negra, socialista e feminista, Talíria participa ativamente de movimentos coletivos na defesa dos direitos humanos em nossa cidade há anos. Dá aulas de História na rede pública de ensino e é mestranda em Serviço Social e Desenvolvimento Regional, com pesquisa sobre o papel das mulheres nas lutas urbanas.

O mandato de Talíria é uma construção coletiva e um desafio assumido por diversas pessoas que demandam se ver representadas na Câmara Municipal e que sentem na pele a necessidade de políticas públicas que enfrentem o machismo, o racismo e a LGBTfobia.

Na defesa intransigente de direitos humanos para todos os humanos, Talíria tem sua história marcada pela defesa de minorias políticas. Nesse sentido, reivindicamos Talíria na presidência da comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Niterói!

#TalíriaPelosDireitosHumanos

 

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Manifesto em defesa dos Direito Humanos em Niterói


Tão famosa pelo alto Índice de Desenvolvimento Humano, Niterói clama pelo respeito à dignidade das pessoas. Em nossa cidade, a garantia dos direitos é política seletiva do Estado. Mães que não podem pagar por uma rede privada de saúde e educação contam com um pré-natal precário e um número insuficiente de vagas em creches e escolas públicas. As mulheres e LGBTs não se sentem seguras nas ruas. As favelas sofrem com a ausência de condições mínimas de urbanidade. A vida dos negros, não raras vezes, é interrompida a tiros da polícia em plena juventude. Por tudo isso, a luta pela garantia dos direitos humanos é uma necessidade.

Não bastasse a realidade exigir mudanças radicais nas condições de vida na cidade, ainda há de se enfrentar neste momento a ameaça concreta de retrocessos. Enfrentamos um cenário nacional tenebroso de cortes de direitos e de imposição de políticas antidemocráticas e ultraconservadoras.

Em Niterói, esse debate se reflete, por exemplo, na intenção do poder público de armar a Guarda Municipal, e no expressivo aumento das mortes em decorrência de operações policiais registradas na cidade, que vitimam civis e agentes do Estado. Além disso, por força de lei, foi recentemente proibido nas escolas o debate sobre gênero e diversidade. Esse tipo de censura institucional elimina a oportunidade da formação de futuros adultos conscientes de que precisamos desconstruir o machismo e a LGBTfobia, formas de preconceito que, em sua expressão máxima, levam à morte.

Nesse contexto, manifesta-se acirrada a polarização na política municipal. Por vezes, os embates ideológicos ultrapassam os limites da democracia e ganham contornos de barbárie, com ataques e até ameaças de morte, recorrentemente dirigidas por setores reacionários contra os defensores dos direitos humanos. Não podemos permitir o agravamento desse quadro. E, nesse sentido, não podemos prescindir de quaisquer dos instrumentos necessários a nossa organização e mobilização para a luta.

É para defender os direitos humanos na nossa cidade e resistir às ameaças de retrocessos que convocamos a população de Niterói a participar do nosso movimento de repúdio a toda e qualquer forma de autoritarismo, censura, violência, intimidação ou cerceamento às liberdades política e de expressão. Queremos e precisamos de uma cidade onde vigore a liberdade, a igualdade, com a garantia de direitos para todas e todos, independentemente de classe, raça, gênero ou orientação sexual.

 

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