2º turno em Niterói: nem Rodrigo, nem Peixoto

08/10/2016

Entramos​ ​nessa​ ​eleição​ ​apresentando uma plataforma política baseada no combate dos privilégios e na ampliação de direitos sociais. Flavio e Regina e a nossa chapa de vereadores foram exemplares nessa tarefa. Denunciamos um modelo que há décadas subordina os interesses públicos da cidade à ganância de poderosos grupos econômicos, como as empresas de ônibus e o setor imobiliário.

 

Apresentamos propostas que buscavam enfrentar a desigualdade em Niterói. Não aceitamos que tenhamos um dos maiores orçamentos per capita do Brasil e a menor rede de educação pública e um sistema de saúde no qual falta tudo. Não é justo que ao lado dos metros quadrados mais caros do Brasil convivam pessoas morando em casas de pau-a-pique, com esgoto a céu aberto e risco de desabamento. Dissemos claramente: vamos enfrentar os interesses dos empresários de ônibus e reduzir a tarifa, vamos usar os mecanismos do Estatuto das Cidades para levar saneamento e moradia digna para todos. Defendemos a ampliação da rede de educação e a criação de pólos regionais de cultura e esporte nas escolas. É urgente a realização de concurso público para a saúde e o corte de 60% dos cargos de confiança na prefeitura.

 

Propomos uma forma de governabilidade baseada na ampliação dos direitos sociais e que rompa com as composições e negociatas que loteiam a máquina pública em busca de apoio político. São dois modelos de cidade muito diferentes, que não se aproximariam apenas com pequenos ajustes. Infelizmente, nenhum dos nossos adversários pode levar adiante estas propostas tão necessárias. Eles vestem novas roupagens para representar o mesmo modelo.

 

Rodrigo Neves rompeu com o PT e entrou em um partido da base de Michel Temer em uma tentativa de encobrir sua forma fisiológica e vendida de fazer política. Sua aliança com o DEM e o PMDB revela que ele perdeu qualquer marco ideológico e que seu principal objetivo é “seguir em frente”, subordinando a cidade aos interesses de grandes grupos privados, especialmente as construtoras, empreiteiras e empresas de ônibus. Sua campanha milionária, com a compra de apoio político de milhares de pessoas (seja através de chantagem com cargos comissionados e RPAs, seja com a contratação de milhares de cabos eleitorais pagos) foi sustentada por grandes empreiteiros que se beneficiaram com contratos em seu governo e opções nas políticas urbanísticas. Rodrigo e sua coligação de 20 partidos representam uma forma de fazer política e gerir a coisa pública com a qual nunca compactuaremos.

 

Por seu lado, Felipe Peixoto que sempre tentou manter uma imagem de bom moço, apesar de sua participação ativa em diversos governos municipais que arruinaram a cidade, nos últimos anos se envolveu até o pescoço no fisiologismo político dominante. Participou dos governos Cabral e Pezão e teve grande responsabilidade sobre o colapso da saúde estadual, onde só aprofundou a privatização e o inchaço dos cargos comissionados. Como se não bastasse fez um giro conservador nessa eleição, aliando-se ao fundamentalismo religioso e à família Bolsonaro que é hoje o maior expoente do fascismo no Brasil.

 

Diante desta realidade reafirmamos o que já dissemos no primeiro turno das eleições: nem Rodrigo e nem Peixoto! Nenhuma das duas candidaturas pode por fim às mazelas dos desabrigados e assentamentos precários da cidade. Nenhum deles enfrentará o poderio das empresas de ônibus propondo soluções que diversifiquem nossa matriz de transportes. Nem tampouco imporá limites para especulação imobiliária e seus espigões. Ambos se integraram ao campo conservador que de norte a sul do país retira direitos e amplia a coerção contra os trabalhadores e trabalhadoras.

 

Não podemos nem enganar, nem decepcionar nossos quase 50 mil eleitores. Seja qual for o resultado do 2° turno, infelizmente, a cidade não viverá as transformações necessárias. Por essa razão nos sentimos impedidos de apoiar qualquer um dos candidatos. Respeitaremos nossos eleitores que porventura vejam em uma das opções um mal menor. No entanto, o PSOL se define pelo voto Nulo no segundo turno em Niterói.

 

Nossa esperança de uma cidade justa segue inabalada. Nossa militância seguirá nas lutas sociais, nas associações coletivas e nos núcleos partidários. Quem reconheceu no PSOL uma ferramenta para transformar as coisas, aproxime-se, filie-se. A transformação da política é necessariamente uma obra de muitos. Junte-se a nós. Vamos mudar Niterói!

 

PSOL Niterói | Partido Socialismo e Liberdade
www.psolniteroi.org

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