Operação Lava-Jato: Rodrigo Neves recebeu R$500 mil da Odebrecht nas eleições de 2012

25/03/2016

 

 Foto: EBC

Segundo os documentos da Operação Lava-Jato apresentados pela Polícia Federal o prefeito de Niterói Rodrigo Neves (recém filiado ao Partido Verde) recebeu R$500 mil da Odebrecht Infraestrutura nas eleições de 2012. A 23ª fase da operação começou em 22 de fevereiro e recebeu o nome de "Acarajé". Os documentos apresentados são planilhas recolhidas de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da empreiteira e o valor não consta na prestação de contas do prefeito.

 

Essa já é a segunda vez que Rodrigo Neves é citado na Operação Lava-Jato, a primeira foi no ano passado, quando foram apresentados áudios onde o prefeito é chamado de "meu chefe" pelo empreiteiro Ricardo Pessoa da UTC Engenharia (seu principal financiador de campanha) e fala sobre a licitação de R$310 milhões do túnel Charitas-Cafubá. Outro político niteroiense a aparecer nas investigações foi o deputado federal Sérgio Zveiter (PMDB), a lista completa possui mais de 200 nomes.

 

PSOL também está na lista?

 

Existe muita confusão e desinformação coordenada no sentido de tentar atribuir erroneamente o nome do PSOL à lista da Lava-Jato. Objetivamente, há duas menções ao partido: o senador Randolfe Rodrigues (AP) e o candidato do partido ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2010, Milton Temer.

 

Randolfe Rodrigues nem sequer está filiado ao PSOL – o senador migrou para a Rede Sustentabilidade em 2015. Sua última declaração eleitoral como filiado ao partido foi em 2010, quando se elegeu senador, e teve menos de R$190 mil gastos, valor muito abaixo do que consta nos documentos da empresa. Em nota, o senador alegou não ter nenhuma relação com qualquer pessoa da Odebrecht, ressaltando o fato de não ter sido candidato em 2012 ou 2014, anos abarcados pelos documentos. Consideramos que os dados devem ser averiguados e, caso haja indício de ilegalidades, que o senador preste as explicações necessárias à Justiça.

 

No caso de Milton Temer, o próprio explica: “O PSOL aparece em função de doação feita diretamente em minha conta de campanha, sem passar pelo partido, por empresas distribuidoras de bebidas”. Milton Temer se colocou à disposição dos órgãos internos do PSOL para as explicações que forem necessárias, ainda que ressaltando o caráter legal da doação de empresas que não são vetadas pelos estatutos partidários.

 

O PSOL é contra e proíbe o financiamento privado de campanha por empreiteiras, bancos e agronegócio em seu estatuto. 

 

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Fonte:
O Globo
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/lava-jato-planilha-mostra-doacoes-durante-eleicao-em-niteroi-em-2012-18941680

PSOL - Partido Socialismo e Liberdade (Assessoria de Imprensa)
http://www.psol50.org.br/2016/03/aos-fatos-psol-nao-esta-na-lista-da-odebrecht/

 

 

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