A polícia na greve geral: bando armado e invasor agindo contra a população?


Mais uma vez, a polícia carioca atua como se fosse um disciplinado e bem armado bando, com atitudes de invasor. Na grande manifestação pública da greve geral, dia 28 de abril de 2017, o intuito não era proteger nada nem ninguém, mas desmantelar a manifestação e aterrorizar a população.


Os policiais atiraram indiscriminadamente; bloquearam as vias de passagem e atiraram para dentro da multidão - com óbvios riscos gravíssimos - e para cima de parlamentares, que falavam na manifestação, em especial sobre Flavio Serafini, que aliás alertava a polícia para que cessasse com as bombas.


Não satisfeitos, perseguiram pessoas que estavam nos bairros próximos, quer tenham participado anteriormente das manifestação ou não. Atiraram bombas para dentro de bares e restaurantes, numa prática persecutória que pretendem implantar, na qual estar na rua na cidade se torna muito perigoso. Vários vídeos mostraram até a náusea o que foi orquestrado por essa polícia que vem sendo convertida em mero bando disciplinado e com muitas armas.


A televisão mostrou cenas terríveis. Uma apresentadora, sugerida como 'jornalista' (deve ter um título universitário, mas esqueceu o que aprendeu faz tempo) tinha um script mental pronto e sequer olhava as imagens. Estava lá para defender a polícia e não para analisar, de vários ângulos, o que as câmaras mostravam.


Da forma como anda a censura na grande mídia, seguramente a maior parte das imagens terá sido bloqueada. Faço questão de tornar pública minha sensação de asco e de repúdio a essa prática. Tenho certeza de que para mim e para grande parte da população, isso não nos amedrontará.


Virgínia Fontes é professora do Departamento de História da UFF

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